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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Os Meninos e os Donos do Poder


Vc  só pensa em recompensa?
Isso é uma forma de  doença

Vc condena minha loucura?
É o meu método de procura

Quer ser dono dos processos?
Meu estilo é o inverso.

Vc tem que fazer parte?
Eu só quero dá um Start

Vc quer deter poder ?
E eu: botar pra derreter!

Vc convence pra vencer ?
Eu quero subverter

Vc se liga nos “Status”
Já eu detesto os falsos

Vc quer comodidade
Eu sou louco: chuto o balde

Vc  quer a calmaria?
Eu  paixão e a poesia

Vc rir da minha cara ?
Eu tô mais pra Che Guevara

Marcos Fernando

terça-feira, 29 de maio de 2012

Sou Socialista



Sou defensor sagaz da justiça, da massa oprimida e da sociedade. Mesmo que me obriguem a mudar de idéia, sou Socialista, ate a morte. Mesmo que coloque, o mundo contra mim.

Mesmo que usem todo o poder existente. Mesmo que impeçam de divulgar a justiça. Mesmo se forem cegos ao povo. Mesmo se forem surdos ao povo. Mesmo se atarem as mãos do povo. Eu lutarei.

E meu conhecimento e coragem serão as únicas armas de que precisarei. E mesmo que me tirem tudo, não me tirarão a coragem e o conhecimento. Quando sofrer lembrarei que  Cuba ainda persiste.

Quando estiver em apuros, lembrarei que as idéias de Che não morreram com ele. Quando estiver desanimado, lembrarei da Revolução Russa. Quando estiver cansado, lembrarei que os mártires do povo lutaram até o fim. Quando estiver injustiçado, lembrarei da glória que já alcançamos, como em Stalingrado ou no Vietnã.

Quando com medo, lembrarei que quando vencemos, vencemos socialistas, e quando perdemos, perdemos heróis. Quando sozinho, lembrarei das inúmeras revoluções que ocorreram no mundo. Desde a Rússia, Albânia, até Angola, Cuba e Coreia. E quando estiver com Deus, lembrarei que sou apenas socialista.
(Ernesto Che Guevera)

terça-feira, 26 de julho de 2011

O Que Aprendimos e o Ensinamos - 1959

Hoje dia 26 de julho onde lembramos o 58º aniversário dos assaltos aos quartéis Moncada, publicamos aqui uma carta escrita por "Che" no ano de 1959, para que possamos ler e refletir, acerca do processo de contrução de uma sociedade, verdadeiramente socialista!

No mês de Dezembro, mês do Segundo Aniversário do desembarco do "Granma", convém dar umha olhadela retrospectiva aos anos de luita armada e mais à longa luita revolucionária cujo fermento inicial dá-o o 10 de Março, com a congregaçom batistiana, e o seu campanazo primeiro o 26 de Julho de 1953, com a trágica batalha do Moncada. 
Longo foi o caminho e cheio de penúrias e contradiçons. É que no curso de todo processo revolucionário, quando este é dirigido honestamente e nom freado desde postos de responsabilidade, há umha série de interacçons recíprocas entre os dirigentes e a massa revolucionária. O Movimento 26 de Julho, sofreu também a acçom desta lei histórica. Do grupo de jovens entusiastas que asaltárom o Quartel Moncada na madrugada do 26 de Julho de 1953, aos actuais directores do movimento, sendo muitos deles os mesmos, há um abismo. Os cinco anos de luita frontal, dos quais som de umha franca guerra, moldeárom o espíritu revolucionário de tod@s nós nos choques quotidianos com a realidade e com a sabedoria instintiva do povo. Com efeito, o nosso contacto com as massas camponesas ensinou-nos a grande injustiça que entrava o actual regime de propriedade agrária, convencérom-nos da justiça de um cámbio fundamental desse regime de propriedade; ilustrárom-nos na prática diária sobre a capacidade de abnegaçom do campesinato cubano, sobre a sua nobreza e lealdade sem limites. Mas nós ensinamos também; ensinamos a perder o medo à repressom inimiga, ensinamos a superioridade das armas populares sobre o batalhom mercenário, ensinamos, em fim, a nunca suficientemente repetida máxima popular: "a uniom fai a força".
E o camponês e a camponesa alertada da sua força impujo ao Movimento, a sua vanguarda combativa, a proposta de reivindicaçons que se fôrom fazendo mais conscientemente audaces até se plasmarem na Lei nº 3 de Reforma Agrária da Sierra Maestra recentemente emitida.
Na Lei é hoje o nosso orgulho, o nosso pendom de combate, a nossa razom de ser como organizaçom revolucionária. Mas nom sempre fôrom assim as nossas exposiçons sociais; cercados no nosso reduto da serra, sem conexons vitais com a massa do povo, algumha vez crimos que podíamos impor a razom das nossas armas com mais força de convicçom que a razom das nossas ideias. Por isso tivemos o nosso 9 de Abril, data de triste recordaçom que representa no social o que a Alegria de Pio, a nossa única derrota no campo bíblico, significa no desenvolvimento da luita armada. Da Alegria de Pio tiramos a ensinanza revolucionária necessária para nom perder umha só batalha mais; do 9 de Abril temos aprendido também que a estratégia da luita de massas responde às leis definidas que nom se podem burlar nem torcer. A liçom está claramente aprendida. Ao trabalho das massas camponesas, às que temos unido sem distinçom de bandeiras na luita pola posse da terra, acrescentamos hoje a exposiçom de reivindicaçons operárias que unem a massa proletária sob umha só bandeira de luita, o Frente Obreiro Nacional Unificado (F.O.N.U.), com umha só meta táctica cercana: a greve geral revolucionária.
Nom significa isto o uso de tácticas demagógicas como expressom de destreza política; nom investigamos o sentimento das massas como umha simples curiosidade científica, respondemos ao seu chamamento, porque nós, vanguarda combativa dos operários e camponeses e camponesas que vertem o seu sangue nas serras e chairas de Cuba, nom somos elementos isolados da massa popular, somos parte mesma do povo. A nossa funçom directiva nom nos isola, obriga-nos. Mas a nossa condiçom de Movimento de todas as classes de Cuba, fai-nos luitar também polos profissionais e comerciantes em pequeno que aspiram a viver nun marco de leis decorosas; polo industrial cubano, cujo esforço engrandece a Naçom criando fontes de trabalho, por todo home de bem que quer ver Cuba sem o seu luto diário destas jornadas de dor. Hoje, mais que nunca, o Movimento 26 de Julho, ligado aos mais altos interesses da naçom cubana, da sua batalha, sem desplantes mas sem claudicaçons, pol@s operári@s e camponeses e camponesas, pol@s profissionais e pequen@s comerciantes, pol@s industriais nacionais, pola democracia e a liberdade, polo direito de sermos filh@s livres de um povo livre, porque o pam de cada dia seja a dose exacta do nosso esforço quotidiano.
Neste segundo aniversário, mudamos a formulaçom do nosso juramento. Já nom seremos "livres ou mártires": seremos livres, livres pola acçom de todo o povo de Cuba que está rompendo cadeia trás cadeia com o sangue e o sofrimento dos seus melhores filhos. 

Ernesto 'Che' Guevara 1959

¡Gloria eterna a los mártires del 26 de Julio!
¡Viva la Revolución!
¡Viva el Socialismo!